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A Polícia Federal indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília Paulo Henrique Costa e mais 13 pessoas pelas fraudes envolvendo o Banco Master. A PF imputa a Vorcaro supostos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento a erro, fraude em fiscalização e lavagem de dinheiro. Os investigadores descrevem o ex-banqueiro como líder de uma organização criminosa.
As imputações estão relacionadas aos R$ 17,5 bilhões em créditos cedidos pelo Master entre julho de 2024 e outubro de 2025, sendo que R$ 12,2 bilhões eram créditos podres, sem a devida comprovação de sua existência.
Também foram indiciados:
- Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master;
- Angelo Antônio Ribeiro da Silva, ex-diretor do Master;
- Luiz Antonio Bull, ex-diretor do banco;
- Alberto Félix de Oliveira Neto, ex-superintendente do Master;
- Henrique Souza e Silva Peretto, empresário;
- Daniel Lopes Monteiro, advogado do Master;
- Diogo Ilário de Araújo Oliveira, ex-diretor do BRB;
- José Maria Correa Dias Junior, ex-diretor do BRB;
- Jacques Mauricio Ferreira Veloso de Melo, ex-diretor do BRB;
- Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor do BRB;
- Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora do BRB;
- Cristiane Maria Lima Bukowitz, ex-diretora do BRB.
Em documento de 700 páginas enviado ao Supremo Tribunal Federal, os investigadores ainda pediram ao ministro André Mendonça uma prorrogação de 60 dias do inquérito sobre o caso Master. Os investigadores destacaram que ainda há diligências em curso na investigação, entre elas a finalização de perícias.
“A apuração abrange acentuada quantidade de contratos celebrados, cédulas de créditos bancário emitidas, múltiplos agentes e sucessivas operações financeiras, societárias e negociais, além de volumoso conjunto de documentos, dados bancários, registros contábeis e elementos telemáticos. A adequada compreensão desse acervo demanda exame técnico especializado e análise integrada das diversas fontes probatórias”, escreveu a PF.
A PF ainda quer esclarecer, por exemplo, se houve participação de outras pessoas das equipes do Master e do BRB na elaboração de documentos que geraram as fraudes. Os investigadores também querem aprofundar outras linhas de investigação, que envolvem, por exemplo, suspeitas de crimes de corrupção.
Também está pendente a consolidação de análises bancárias, fiscais, patrimoniais e financeiras dos investigados. A PF quer medir qual foi o “proveito econômico” dos investigados com as fraudes.






