O Senado do Haiti declarou nesta sexta-feira (9) que seu presidente, Joseph Lambert, irá ocupar a presidência interina do país, após o assassinato do presidente Jovenel Moise, na quarta-feira. Seu nome foi apontado após uma votação vencida por maioria entre os presentes.
Até então, o cargo estava sendo exercido provisoriamente pelo primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph.
Há controvérsias sobre quem deve comandar o país após a morte de Moise, já que Joseph não chegou a ser oficializado no cargo de primeiro-ministro, e por isso ocupa o posto interinamente, e o presidente da Suprema Corte, que poderia assumir a Presidência, segundo a Constituição, morreu de Covid-19 no mês passado e ainda não foi substituído (leia mais sobre a sucessão abaixo).
Ajuda da ONU e dos EUA
Também nesta sexta-feira, o Haiti pediu aos Estados Unidos e à ONU que enviem tropas para proteger seus portos, aeroporto e outros locais estratégicos, afirmou um ministro do governo haitiano, segundo a agência France Presse.
Depois do assassinato de Moise, “pensamos que os mercenários [acusados do crime] poderiam destruir alguma infraestrutura para criar caos no país. Durante uma conversa com o secretário de Estado dos Estados Unidos e a ONU fizemos esta solicitação”, disse à AFP Mathias Pierre, ministro das Eleições.
Acusados pelo assassinato
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/p/Q/Mt9VnWQaWLxVCh2AD0DA/2021-07-09t152522z-1-lynxnpeh680wq-rtroptp-4-haiti-presidente.jpg)
Metralhadoras, celulares e passaportes apreendidos com os suspeitos de assassinar o presidente do Haiti, Jovenel Moise, são mostrados à imprensa em Porto Príncipe em 8 de julho — Foto: Estailove St-Val/Reuters
O diretor da Polícia Nacional do Haiti disse na quinta-feira que ao menos 28 pessoas participaram do assassinato a tiros do presidente. Desses, dois seriam cidadãos dos Estados Unidos com origem haitiana e 26 têm cidadania na Colômbia.
Durante o ataque, a primeira-dama haitiana, Martine, ficou gravemente ferida, mas sobreviveu e foi levada aos Estados Unidos, onde está hospitalizada em estado estável.
A agência France Presse, citando o diretor de polícia, diz que das 28 pessoas envolvidas no crime, oito estão foragidas. Os outros 20 suspeitos estão presos ou já foram detidos pelas autoridades — não há muitos detalhes sobre essas prisões.
Autoridades disseram que a polícia e o exército cercaram o grupo desde quarta e conseguiram prendê-los após intensa troca de tiros. Ao todo, sete pessoas considerada suspeitas no complô e no assassinato foram mortas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/r/E/kLfBEaTMmDTpyXtA12Ig/haiti.png)
Haiti — Foto: Amanda Paes/G1






