NOVA YORK – Preso na segunda-feira, o japonês Takeshi Ebisawa, de 57 anos, foi identificado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos como um dos chefe da Yakuza, o crime organizado do Japão. Ele é apontado como uma das cabeças de um esquema que visava traficar drogas para dentro dos Estados Unidos. O plano da quadrilha de Ebisawa envolvia venda de armamentos pesados, como lança-mísseis, para grupos rebeldes em Mianmar, em troca de carregamentos de metanfetamina e heróina.
As autoridades americanas acompanhavam os passos do grupo de Takeshi Ebisawa desde junho de 2019. Além do mafioso japonês, foram presos também Somphop Singhasiri, Suksan Jullanan e Sompak Rukrasaranee. As atividades do grupo envolviam também países como Japão, Tailândia, Sri Lanka, Dinamarca.
Se forem considerados culpados pela Justiça americana, os membros do grupo podem ser condenados à prisão perpétua.
As poucas informações existentes acerca de Ebisawa estão no relato do agente da Departamento de Fiscalização de Drogas (DEA), dos Estados Unidos, que se infiltrou no grupo do japonês para investigá-lo.
O primeiro contato das autoridades americanas com Ebisawa foi feito em junho de 2019, em Tóquio, quando um informante pago do DEA encontrou-se com o japonês. Ebisawa teria dito ao homem, um ex-detento que cooperava com as autoridades desde 2016, que grupos rebeldes de Miammar tinham interesse em adquirir armamentos pesados. Em troca, o pagamento seria feito em carregamentos de droga.





