Campo Grande, 21 de abril de 2026

Governos da Colômbia e Paraguai criam gabinete para investigar morte de promotor durante lua de mel

Os governos do Paraguai e Colômbia criaram um gabinete de investigação para a apurar informações sobre a morte do promotor paraguaio Marcelo Pecci, durante lua de mel com a esposa Claudia Aguilera. Em visita oficial, a vice-presidente colombiana e Ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Marta Lucía Ramírez de Rincón, chegou a Assunção nesta quinta-feira (19).

Conforme anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, a visita busca “transmitir toda a solidariedade e cooperação na investigação do atentado que custou a vida do procurador Marcelo Pecci e no combate ao crime organizado”.

Entre os governos, o esclarecimento sobre a morte de Pecci é cuidado com empenho. O Ministro do Interior do Paraguai, Federico González, disse que o núcleo trabalha com inúmeras linhas de investigação e disse que “em breve” terão novidades sobre o crime.

“Integrantes da Polícia Nacional estão na Colômbia desde aquele primeiro dia, acompanhando, acompanhando e participando de todo este processo, com as autoridades investigativas da Polícia Nacional da Colômbia, bem como policiais colombianos no Paraguai, vendo os elos de ligação entre nossos país e o que aconteceu na Colômbia”, disse González.

A vice-presidente da Colômbia deve cumprir uma agenda extensa no Paraguai. A representante deve conversar com chanceleres e coordenadores de investigações do alto escalão paraguaio.

Para Colômbia e Paraguai, o principal objetivo do gabinete é combater o crime organizado. “Sempre foi uma prioridade para o Governo Nacional lutar contra o crime organizado transnacional, o narcotráfico e todos os casos de assassinos de aluguel que infelizmente aconteceram em Pedro Juan Caballero e, ultimamente, em Assunção”, relembrou o representante do governo do Paraguai sobre o caso do prefeito de Pedro Juan Caballero que foi baleado em atentado.

Investigações sobre a morte de Pecci

 

As investigações da morte de Pecci estão concentradas na Colômbia. A região paradisíaca, onde o promotor foi assassinado, está cercada pela polícia. Apenas os clientes do hotel têm acesso, e isso explica por que os criminosos vieram pelo mar. Os atiradores estavam numa moto aquática, alugada numa praia vizinha.

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