Confira imagens de câmera exclusiva com os momentos de expectativa do camisa 10, felicidade com os gols e a emoção ao voltar a vestir a camisa do Brasil depois de quase três anos
Por Cahê Mota — Miami, EUA
Vinte e um minutos que valem por 981 dias. As lágrimas abraçado à família nas arquibancadas do Estádio de Miami dizem muito. Neymar viveu momentos de menino na Copa do Mundo. A espera acabou, e o esforço para se recuperar da lesão na panturrilha foi recompensado com a reverência de quase 65 mil torcedores na Flórida.
A presença de Neymar foi um espetáculo à parte para quem presenciou o 3 a 0 do Brasil diante da Escócia pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Todos os holofotes, celulares e olhares estavam voltados para o camisa 10, que foi relacionado pela primeira vez para defender a Seleção desde 17 de outubro de 2023.
“Posso colocar esse como um dos dias mais especiais da minha vida”, definiu o craque, depois da partida.
— É um sonho de qualquer menino vestir a camisa da seleção brasileira. Vesti por muito tempo, me machuquei por muito tempo, fiquei afastado, senti saudade, ficava ansioso de tentar estar de volta e hoje consegui voltar depois de quase três anos. Estou emocionado. Me emocionei sozinho no vestiário, chorei sozinho por poder viver isso de novo. Sempre foi sonho jogar uma Copa do Mundo, quiçá vencer. Agradeço todo brasileiro que me incentivou e torceu por mim — resumiu o camisa 10.
Não é exagero dizer que as atenções estavam divididas entre a festa pelo protagonismo de Vinicius Junior e a expectativa da saída do craque do banco de reservas. E a vitória encaminhada ainda no primeiro tempo fez com que não demorasse muito para os gritos de “olê, olê, olá, Neymar! Neymar”.
Já aos seis do segundo tempo, a arquibancada pedia, quase que uníssona, a entrada em campo. Neymar, por sua vez, teve que exercer a paciência. Sentado em uma caixa de gelo ao lado de Luiz Henrique, viu outros companheiros serem chamados o primeiro por Ancelotti.
Léo Pereira, Alex Sandro, Fabinho e Martinelli foram para o aquecimento, enquanto o camisa 10 permaneceu sentado. A angústia acabou logo após o gol de Matheus Cunha, aos 15 minutos. Na sequência da comemoração, Carleto chamou Neymar e apontou: “Vai aquecer!”. O estádio de Miami foi abaixo.
Diante do frisson, Neymar acenou para os torcedores e se juntou aos companheiros sob a orientação do preparador Mino Fulco. O aquecimento coletivo durou 10 minutos, até que, após a pausa para hidratação, o camisa 10 recebeu atenção especial.
Matheus Cunha chegou a olhar para a lateral do gramado duas vezes, mas escanteios em sequência o fizerem esperar. O cronômetro apontava 30 minutos e 43 segundos quando Neymar, enfim, entrou em campo.
Foram 31 segundos até o primeiro toque na bola e três minutos para um passe que deixou Vini em condição de finalizar. Neymar se posicionou pelo comando de ataque, mas não se privou de movimentar e buscar o lado esquerdo do campo para participar do jogo.
Ativo a partir da intermediária ofensiva, buscou tabelas, e fez Christie recebe cartão amarelo aos 44. Logo em seguida, finalizou de direita da entrada da área para defesa firme do goleiro.
Nos 21 minutos em campo, foram 13 passes, 12 certos, sendo três indicados como decisivos nas estatísticas. Em 24 ações com a bola, sofreu uma falta, tentou um drible e perdeu a posse nove vezes. Defensivamente, recuperou uma bola e ganhou um dos quatro duelos contra adversários.
Números sobre o jogo, mas que dizem pouco diante daqueles do início deste texto. Foram 21 minutos que valeram por 981 dias. Neymar voltou.
.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/p/y/VqsQ9PRfO82US5BETH8A/2026-06-25t002102z-1834764839-up1em6p00ri6e-rtrmadp-3-soccer-worldcup-sco-bra.jpg)
Neymar durante Brasil x Escócia, em sua volta à Seleção — Foto: Amanda Perobelli/Reuters





