Campo Grande, 23 de setembro de 2021

Dólar opera em queda e volta ao patamar de R$ 4,70

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (13), após bater novo recorde na véspera, dia de fortes turbulências no mercado em todo o mundo. O alívio na cotação da moeda acompanha a melhora do humor dos mercados: na Europa, as principais bolsas sobem mais de 3%, enquanto os preços do petróleo também se recuperam.

Às 12h02, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,7557, em queda de 1,31%. Na mínima do dia até o momento, chegou a R$ 4,6445. Veja mais cotações.

O Banco Central voltou a fazer intervenções no mercado de câmbio nesta sexta. Foram realizadas duas operações pela manhã, com liquidação em 17 de março. A recompra dos dólares vendidos no leilão “A” será em 5 de maio, e o mercado terá de devolver ao BC os dólares da operação “B” em 2 de julho.

Os leilões desta sexta-feira contemplam dinheiro novo. É a primeira vez que o BC faz oferta líquida de moeda nessa modalidade desde 17 e 18 de dezembro do ano passado – quando, no total, foram vendidos ao mercado US$ 2,50 bilhões.

Na quinta-feira, o dólar fechou em alta de 1,41%, a R$ 4,7882, renovando recorde de fechamento nominal (sem considerar a inflação). Na abertura, chegou a saltar mais de 6% e bateu R$ 5,0277 pela primeira vez na história, atingindo, assim, uma nova máxima nominal intradia já registrada no país. Com o salto desta quinta, o avanço do dólar em relação ao real no ano chega a 19,41%.

Ações do BC

Na quinta-feira, a intensidade de alta do dólar diminuiu ao longo do dia depois de o Banco Central (BC) anunciar dois leilões extras de dólar em moeda à vista de até US$ 2,25 bilhão e após o Federal Reserve (Fed) de Nova York afirmar que ofertará mais US$ 1,5 trilhão por meio de operações de recompra de títulos para dar liquidez e alívio aos mercados.

Nesta semana, o BC vendeu dólares à vista e realizou operações de swap cambial tradicional. Desde segunda-feira, já colocou US$ 7,245 bilhões em moeda à vista e injetou US$ 10,5 bilhões neste ano via contratos de swap cambial tradicional — que equivalem a colocação de liquidez no mercado futuro.

Diversos bancos centrais têm injetado liquidez nos mercados para tentar aliviar o impacto da pandemia de coronavírus sobre a economia. O destaque foi o Federal Reserve, que surpreendeu os mercados na quinta-feira ao inserir US$ 500 bilhões no sistema financeiro e prometer mais US$ 1 trilhão.

“O Banco Central tem feito atuações bastante frequentes nos últimos dias”, acrescentou Silvio Campos Neto. “(Essa medida) vai na mesma direção, de fornecer algum suporte e liquidez para os mercados na medida do possível”.

Antes da atual rodada de leilões, desde 20 de dezembro do ano passado o BC não realizava esse tipo de operação — retomada em agosto de 2019 depois de uma década sem ser utilizada.

Os atuais leilões de dólar das reservas têm ocorrido de forma alternada a ofertas de swap cambial.

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1

Variação do dólar em 2020 — Foto: Economia/G1

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