Campo Grande, 1 de maio de 2026

“Ajuda” a CR7 e protocolo que inspirou grandes clubes de Portugal: meia brasileiro fala sobre último mês em terras lusas

O CD Nacional sempre foi um time modesto em Portugal, mas tem vivido dias agitados. Há quase um mês, foi o primeiro clube a voltar aos treinos no país. Depois, recebeu Cristiano Ronaldo, que manteve a forma física nas instalações do clube antes de voltar para a Itália. E ontem, com a oficialização do término da segunda divisão portuguesa, os jogadores foram para o estádio comemorar, mas de forma mais contida que o habitual.

Cria do São Paulo, onde ganhou o apelido que carrega até hoje, Everton Kaká está há três anos no Nacional, e teve um episódio no mínimo inusitado com Cristiano Ronaldo nos últimos dias. O astro português queria comprar alguns produtos que só eram entregues em solo brasileiro. Foi então que o meia entrou em ação.

Everton Kaka Nacional — Foto: Divulgação

Everton Kaka Nacional — Foto: Divulgação

– Ele estava precisando comprar alguns produtos online que só eram entregues no Brasil. Eu joguei com o Miguel Paixão, que é um dos assessores dele e muito amigo meu. O Miguel me ligou e falou: “Você pode fazer uma compra para o Ronaldo?” E eu disse: “Como assim fazer uma compra para ele?”

“Não consegui imaginar na hora o que fosse. Imagina se é uma coisa com valor absurdo? (risos) Eram chips antirradiação, que você usa no telefone para não passar radiação para o corpo, além de óculos de sol. Comprei os produtos e ele me passou o dinheiro aqui em Portugal, por acaso foi ele mesmo que fez a transferência.”

Apesar de não ter tido contato pessoal com o craque, Everton deixou uma camisa de treino com o massagista do Nacional, e Cristiano autografou. O português ainda não pegou as compras, já que elas ainda não chegaram a Portugal. Depois de receber os produtos em sua casa em São Paulo, Everton Kaká os despachou para Funchal, onde ficará treinando até o dia 20 de maio.

A rotina de treinos, inclusive, conta com uma série de medidas para garantir a segurança dos jogadores. O protocolo adotado pelo Nacional, por exemplo, serviu de base para que o Sporting e outros clubes retomassem as atividades.

– Nós tínhamos que chegar aos treinos com, no máximo, duas pessoas por carro. Medíamos a temperatura em casa e assim que chegávamos ao clube. Todas as portas estavam abertas para ninguém tocar nas maçanetas. Tinha álcool em gel em todas as mesas do CT também. E só podiam dois jogadores por vez no campo, um em cada metade. Isso tudo me deixou seguro.

O governo português quer que a primeira divisão do país retorne no último fim de semana de maio, no dia 30 ou 31. De acordo com dados da OMS, o país registra 25.524 casos de Covid-19 e 1.063 mortes decorrentes da doença.

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