Campo Grande, 19 de setembro de 2021

Brasil está entre os países que têm maior crescimento de letalidade por coronavírus, diz análise de cientistas

Por Carolina Dantas, G1

Letalidade por país — Foto: G1Letalidade por país — Foto: G1

Os cientistas compararam a evolução da doença em 40 países com 81% dos casos confirmados. Já no caso dos óbitos, foram 31 países com mais de 50 mortes, representando 92% das vítimas da doença pelo mundo.

Nas duas situações, o Brasil está na fatia de 25% dos países em pior situação, de acordo com o relatório. O país está em 8º lugar ao se referir às taxas de letalidade e em 3º no crescimento de casos.

“O país apresentou taxas de crescimento de casos confirmados e de letalidade superiores à 75% dos outros países. O crescimento diário de número de mortes do Brasil também é um dos piores entre os países analisados, posicionando-o entre os países onde a epidemia cresce mais rápido”, dizem os pesquisadores.

Crescimento de casos por país — Foto: G1Crescimento de casos por país — Foto: G1

Crescimento de casos por país — Foto: G1

A evolução diária da doença está mais grave do que a média dos países. Com o passar do tempo, há uma expectativa de que as curvas de novos casos sejam suavizadas e, com isso, haja uma diminuição da taxa. No dia 33 após o 50º caso, a média dos países mostrava um acréscimo de 4,3% de novos casos, em comparação com o dia anterior. Ao chegar no 53° dia, o valor caiu para 1,6%. No Brasil, nos mesmos marcos, as taxas eram de 7,8% e 6,7%, respectivamente.

Os dados utilizados pelo NOIS são da base de dados da John Hopkins University e contemplou as datas entre 14 de abril e 04 de maio.

Na América Latina

O Brasil é o que tem a maior taxa de letalidade da região e também é o segundo em crescimento de casos da América do Sul. Os países na comparação são: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru (1º lugar em crescimento de casos), Uruguai e Venezuela.

“Destaca-se que o Peru apresentou baixas taxas de letalidade, apesar de ser o país com a maior taxa de crescimento mediana. Uma hipótese para este resultado é o alto índice de testagem no país, com taxa de subnotificação mais baixa que outros países, como o Brasil. Adicionalmente, observa-se a alta variabilidade das taxas de letalidade no Equador e da Venezuela, entre 3% e 5%, e uma menor dispersão do Chile, que também mostrou a menor taxa de letalidade”, disseram os autores.

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