Campo Grande, 21 de setembro de 2021

‘Estava cumprindo uma missão’, diz agente da Anvisa que paralisou Brasil x Argentina

Em meio a tantos craques da Seleção Brasileira de um lado, da equipe argentina do outro, as câmeras que televisionavam a partida das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2022 focaram em outra pessoa: o agente da Anvisa que entrou no gramado da Neoquímica Arena, em São Paulo, e paralisou o jogo. Yunes Baptista se tornou a figura principal de um jogo que colocava frente à frente Neymar e Messi, agora companheiros no PSG. Veja a entrevista completa no vídeo acima.

O agente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária contou em entrevista exclusiva ao Fantástico que não pretendia interromper a partida, mas que não teve escolha depois de chegar ao que chamou de uma “situação limítrofe”.

“Nós temos que agir com urbanidade. Só podemos agir fora da urbanidade quando realmente há uma situação limítrofe”.

 

Ele conta que “havia um certo nível de resistência ao procedimento, um nível de constrangimento”, e que foi direcionado, junto com outros fiscais da Anvisa, a uma área de camarotes distante do vestiário da Argentina e por onde passavam os convidados a assistir ao jogo.

“Você está em uma missão oficial, uniformizado, e você é colocado numa área exposta. Isso é uma tentativa de intimidação”, afirma Yunes.

“O princípio da República de que todos são iguais perante a lei é essencial no processo de lidar com a pandemia. Jeitinhos não funcionam”, diz o agente.

 

A paralisação do jogo ocorreu porque a Anvisa identificou que quatro jogadores argentinos não poderiam ter entrado no país sem cumprir uma quarentena obrigatória de 14 dias, por terem vindo da Inglaterra. Os argentinos disseram não saber quem preencheu os documentos de entrada no país dos jogadores Emiliano Buendía, Emiliano Martínez, Giovani Lo Celso e Cristian Romero, que deixaram em branco a informação “histórico de viagem”.

Depois da confusão, os jogadores da Argentina seguiram direto para o Aeroporto de Guarulhos, prestaram depoimento à Polícia Federal e foram liberados para deixar o Brasil.

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