Petista afirmou que quer dar continuidade às mudanças no país e voltou a apontar riscos de cortes em programas sociais. Candidato do PL pediu mobilização de apoiadores e encerrou programa com oração.
Por Camila da Silva, g1 — São Paulo
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Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na última propaganda eleitoral para a TV nesta sexta-feira (23) — Foto: Reprodução/TV Globo
No último dia de propaganda eleitoral gratuita na TV, nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que o Brasil está melhor do que quando assumiu e defendeu a continuidade de seu projeto. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou como a opção de mudança e pediu aos apoiadores que mobilizassem familiares e amigos para votar.
A campanha de Lula também retomou críticas ao histórico do adversário e apontou riscos de cortes em programas sociais.
“Ele não diz onde, mas a gente sabe que vai implicar salário, aposentadoria e programas sociais como Farmácia Popular e o Bolsa Família”, afirmou a narração do programa de Lula sobre a proposta de corte de gastos de Flávio Bolsonaro.
“Enfim, você vai escolher se tá na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais. Do jeito que tá não dá mais. Ninguém aguenta”, afirmou.
Esta sexta-feira marca o encerramento da propaganda eleitoral gratuita do segundo turno no rádio e na TV, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação será neste domingo (25).
Flávio Bolsonaro (PL)
O programa de Flávio começou com uma mensagem sobre a escolha dos eleitores e o futuro do país. O candidato afirmou que a decisão terá consequências para as próximas décadas e associou sua candidatura à segurança das famílias e à possibilidade de melhorar de vida.
“Enfim, você vai escolher se tá na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais. Do jeito que tá não dá mais. Ninguém aguenta”, disse Flávio.
Na sequência, o candidato agradeceu aos apoiadores e afirmou que aprendeu com os eleitores durante a campanha. A propaganda exibiu imagens de encontros com o público e depoimentos de apoio à candidatura.
“Eu vi um novo Brasil diante de mim. Um novo Brasil que já surgiu e quer respeito. Um novo Brasil que sabe que o nosso futuro não é o passado. Obrigado por tudo, por tudo mesmo. Obrigado por todos esses momentos”, afirmou Flávio.
O programa reuniu mensagens de apoiadores que disseram estar “do lado da mudança”. Na parte final, o senador pediu mobilização para conquistar votos e levar mais pessoas às urnas. Também reforçou que o voto é secreto e orientou os eleitores a não aceitarem ameaças.
“Não deixe ninguém ameaçar você”, disse Flávio.
O candidato associou sua candidatura à segurança das famílias e à possibilidade de prosperar. O senador contrapôs o medo da violência à promessa de que os criminosos passariam a temer a população e criticou um cenário de endividamento e carrinhos de compras vazios.
O encerramento trouxe uma oração do Pai-Nosso feita em atos de campanha.
A mensagem final da propaganda afirmou: “A esperança nos move. A fé nos une. Deus abençoe a nossa nação”.
Lula (PT)
Lula agradeceu aos eleitores que acompanharam a campanha nas ruas e nas redes sociais. O presidente defendeu sua trajetória em busca de um país mais justo, com oportunidades para todos, e reconheceu que ainda há avanços a fazer.
“Muito obrigado a você, que segue junto nas ruas e nas redes”, disse Lula.
O petista afirmou que o Brasil está melhor e propôs uma discussão sobre os próximos anos. Na sequência, Lula criticou a possibilidade de colocar milicianos para cuidar da segurança e defendeu a continuidade de seu projeto.
“O Brasil não vai ficar melhor contando os seus direitos e conquistas, nem desrespeitando as mulheres e muito menos colocando um miliciano para cuidar da segurança. O caminho da gente é pra frente. Temos um projeto de futuro para o nosso país”, disse Lula.
Antes da mensagem do presidente, a propaganda exibiu uma sequência de críticas a Flávio Bolsonaro. A abertura acusou a campanha adversária de divulgar mentiras e retomou a atuação do senador como advogado do policial militar réu pela morte da menina Ana Clara.
A Justiça determinou que o policial fosse levado ao Tribunal do Júri. Em 2024, Flávio Bolsonaro integrou a equipe de defesa de Delarolli e assinou um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão.
O STJ negou os pedidos. O processo segue em andamento, e o policial, que responde em liberdade desde novembro de 2021, ainda não foi julgado. O júri está marcado para maio de 2027 (saiba mais).
A peça também criticou o voto de Flávio contra a ampliação da licença-maternidade quando era deputado estadual. Na sequência, associou a proposta de corte de R$ 250 bilhões no orçamento a perdas em salários, aposentadorias e programas como Bolsa Família e Farmácia Popular.
O programa ainda acusou o adversário de se reunir com empresários para anular o fim da escala 6×1 e criticou sua defesa da privatização da Petrobras. Segundo a propaganda, a medida resultaria em combustível mais caro.
A campanha apresentou uma eventual vitória do candidato do PL como um risco a direitos e conquistas sociais. Na parte final, exibiu depoimentos de apoiadores e mensagens de confiança no futuro do país.
Na parte final, o programa exibiu depoimentos de apoiadores que destacaram a atuação de Lula e citaram redução do desemprego e da inflação, além da retomada das relações internacionais.
“Ele, sim, é o cara que vai lutar pelo Brasil lá fora”, afirmou um dos participantes.
Lula encerrou sua participação com um pedido de mobilização e uma mensagem de confiança.
“Vamos juntos. Domingo é um dia que vale por muitos anos. Eu tenho certeza que vamos vencer. O melhor do Brasil ainda está pela frente”, afirmou.






