Campo Grande, 8 de novembro de 2026

Gabigol abraça Tite e as chances e se recoloca como peça importante no Flamengo

Por Fred Gomes e Thiago Lima — Rio de Janeiro

O efusivo abraço de Gabigol em Tite é o símbolo maior do que o camisa 99 fez com as oportunidades nos últimos três jogos: as agarrou. Mais do que se valer de nome, história ou carisma, o atacante mostrou que ainda pode ser útil ao Flamengo. E por méritos. A transformação se deu nos últimos 15 dias.

A entrevista concedida por Júnior Pedroso ao Seleção sportv, em 28 de junho, deu impressão de fim de linha para Gabigol no Flamengo. O empresário deixou claro que esperava poder falar de um novo clube do cliente num intervalo curto de tempo. O Rubro-Negro entendeu o recado e abriu-se para negociar o ídolo dentro do mercado interno. Dessa forma, o cortou das relações dos jogos com Cruzeiro, Atlético-MG e Cuiabá.

A virada

 

O panorama desenhado para uma saída começou a ser alterado há 15 dias, em 11 de julho, quando o Flamengo perdeu por 2 a 1 para o Fortaleza. Ao ver o time em desvantagem, Tite colocou Gabigol no lugar de Allan, aos 24 minutos da etapa final. Embora não tenha conseguido a virada, o atacante, jogando na função de armador, botou fogo no jogo.

O sétimo jogo

 

Contra o Criciúma, no último sábado, Gabigol zerou as chances de vestir a camisa de outro clube no Brasileiro da Série A em 2024. Os minutos foram mais escassos, entrou aos 32 do segundo tempo. Já aos 44, o “pênalti-sinuca” para o Flamengo deu ao camisa 99 a chance de voltar a decidir um jogo depois de muito tempo. Bateu com perfeição, na bochecha da rede, e comandou uma verdadeira festa no Mané Garrincha: virada por 2 a 1.

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