‘Milton’ deve tocar a costa dos Estados Unidos entre a noite de quarta-feira (9) e madrugada de quinta-feira (10). Fenômeno provocou desabastecimento e congestionamentos.
Por g1
Com potencial catastrófico e provavelmente “um dos piores furacões do século da Flórida”, segundo presidente dos EUA, Joe Biden, o furacão Milton se aproximava da costa do estado norte-americano nesta quarta-feira (9).
Desde o início da semana, autoridades estão pedindo sem parar para que as pessoas que vivem nas zonas em que o governo determinou evacuação — regiões da cidade de Tampa — deixem suas casas. A prefeita da cidade chegou a dizer que “se você escolher ficar em uma das zonas de evacuação, você vai morrer”.
Por isso, mais de um milhão de pessoas já deixaram suas casas nessas zonas, e a operação deixou cidades-fantasmas e provocou congestionamentos.. Veja, abaixo, imagens das preparações para o Milton, que pode tornar esta temporada de furacões nos EUA (que normalmente ocorre entre junho e outubro) a pior da história.
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Barco ancorado em Sarasota, antes da chegada do furacão Milton. — Foto: Ricardo Arduengo/Reuters
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Casa reforçada com madeira em Port Richey, na Flórida, para a chegada do furacão Milton em 7 de outubro de 2024. Na maneira, está escrito “vá embora, Milton”. — Foto: AP Photo/Mike Carlson
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Homens abastecem galões de gasolina de reserva em Port Charlotte, na Flórida, antes da chegada do furacão Milton, em 9 de outubro de 2024. — Foto: Marta Lavandier/ AP
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Pessoas chegam a abrigo montado em Bradenton, na Flórida, para moradores das áreas com determinação de evacuação por conta do furacão Milton, em 9 de outubro de 2024. — Foto: Miguel J. Rodriguez Carrillo/ AFP
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Homem guarda televisão ao deixar sua casa em Port Charlotte, na Flórida, antes da chegada do furacão Milton, em 9 de outubro de 2024. — Foto: Marta Lavandier/ AP
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Homens colocam barreiras ao redor do Hospital Geral de Tampa para prevenir enchentes por conta do furacão Milton, em Tampa, na Flórida, em 9 de outubro de 2024. — Foto: Octavio Jones/ AP
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Moradores de Orlando, na Flórida, fazem fila para comprar madeira para proteger residências antes da chegada do furacão Milton, em 8 de outubro de 2024. — Foto: Jose Luis Gonzalez/ Reuters
Chegada à Flórida
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Ruas vazias em Treasure Island, na região de Tampa (Flórida), antes da chegada do furacão Milton — Foto: The City of Treasure Island, Florida/Reuters
O furacão Milton deve tocar a costa da Flórida, nos Estados Unidos, entre a noite desta quarta-feira (9) e a madrugada de quinta-feira (10).
O fenômeno ganhou uma força “explosiva” nos últimos dias, passando para a categoria máxima na escala de furacões. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), os ventos podem chegar a 270 km/h.
O presidente Joe Biden afirmou que “Milton” deve ser o pior furacão a atingir a Flórida em mais de 100 anos.
Uma das primeiras áreas que serão afetadas é a região metropolitana de Tampa, onde vivem mais de 3 milhões de pessoas. Por lá, as autoridades esperam estragos generalizados em casas e edifícios. Também há risco de inundações.
No entanto, outras áreas da Flórida também podem ser fortemente afetadas, como Orlando. A Disney, por exemplo, resolveu fechar parques temáticos na região a partir desta quarta.
Veja um resumo do que se sabe:
- O furacão Milton se intensificou e voltou à categoria 5 na terça-feira (8), pouco tempo depois de perder força.
- Atualmente, a costa oeste da Flórida está em fase de recuperação por causa da passagem do furacão Helene, no fim de setembro. A tempestade provocou dezenas de mortes e deixou estragos.
- Por causa das ordens de retirada, congestionamentos foram registrados na região de Tampa. Além disso, quatro em cada 10 postos da região estão sem combustíveis.
- O furacão deve chegar à costa central do Golfo da Flórida com ventos de até 270 km/h. O governador Ron DeSantis pediu à população que se prepare para um impacto significativo.
- O presidente Joe Biden adiou uma viagem internacional para acompanhar a passagem do furacão.
- A prefeita de Tampa, Jane Castor, alertou para risco de morte devido à passagem do fenômeno, principalmente em áreas mais vulneráveis.
- Aeroportos em Tampa e Orlando interromperam voos. Grandes parques temáticos fecharam, como os da Disney e da Universal.
- Cientistas estão surpresos com a temporada de furacões no Atlântico e a classificaram como “a mais estranha” já vista. Cinco fenômenos do tipo se formaram entre setembro e outubro.
- No caso de “Milton”, o fenômeno passou de tempestade tropical a um furacão de categoria 5 em apenas 46 horas. O aumento na intensidade é um dos mais rápidos já registrados.
- No México, o furacão provocou estragos pequenos. Não há mortos ou feridos.
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Corrida contra o tempo
Os meteorologistas alertam para a possibilidade de o furacão provocar uma maré de até 4,5 metros na Baía de Tampa — a maior já prevista para a região.
“Devemos estar preparados para um impacto significativo”, disse o governador Ron DeSantis.
A altura da água poderia engolir uma casa inteira. Diante do alerta, a prefeita de Tampa, Jane Castor, subiu o tom ao pedir para que os moradores deixem suas residências.
“Se você estiver nela, basicamente estará no seu caixão”, afirmou.
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Bomba de gasolina sem combustível na Flórida, às vésperas da passagem do furacão Milton — Foto: REUTERS/Octavio Jones
Diante das ordens de retirada, postos de combustíveis da Flórida tiveram longas filas e bombas de gasolina vazias ao longo de terça-feira (7). Um levantamento aponta que 43% dos postos da região de Tampa estavam sem combustíveis.
O governador DeSantis disse que as autoridades estaduais estavam trabalhando com as empresas de combustível para continuar trazendo gasolina antes da chegada da tempestade.
Após atingir a costa da Flórida, o furacão Milton deve atravessar o estado ainda com bastante força.
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão intensificando ainda mais tempestades.
Os pesquisadores afirmam que a humanidade ainda não possui nenhum tipo de tecnologia que poderia controlar eventos climáticos do tipo.
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Veja as categorias de furacões segundo a escala Saffir-Simpson — Foto: Juan Silva/g1





