Campo Grande, 7 de novembro de 2026

WSL: Italo Ferreira e Ian Gouveia param na semifinal em Pipeline

Por Redação do ge — Pipeline, Havaí

O Brasil obteve dois terceiros lugares em Pipeline, a primeira etapa do Circuito Mundial da WSL. Depois de vencerem suas respectivas baterias nas quartas de final, Italo Ferreira e Ian Gouveia pararam na semi. O algoz de Italo foi o havaiano Barron Mamiya, que ficou com o título. Já Ian foi eliminado pelo italiano Leonoardo Fioravanti em bateria com direito a prancha quebrada. No feminino, Tyler Wright foi campeã ao bater Caitlin Simmers na final.

Italo Ferreira para na semi

 

O dia começou bem para Italo Ferreira. Mais cedo, o campeão mundial de 2019 travou uma longa batalha contra Miguel Pupo e se deu melhor pelo placar de 15.17 a 15.10. Italo teve como melhores ondas um 6.67 e um 8.50 contra um 7.17 e um 7.93 de Miguel. Horas depois, porém, o potiguar parou no havaiano Barron Mamiya. Sem dar chances ao brasileiro, o havaiano pegou ondas de 9.57 e 9.33, eliminando Italo por 18.90 a 10.33 (8.50 + 1.83).

Italo Ferreira parou na semifinal em Pipeline — Foto: Brent Bielmann/World Surf League

Italo Ferreira parou na semifinal em Pipeline — Foto: Brent Bielmann/World Surf League

Ian Gouveia também fica em 3º

 

Assim como Italo Ferreira, Ian Gouveia também parou na semi de Pipeline. Mais cedo, o pernambucano venceu o 11 vezes campeão do mundo Kelly Slater por 15.17 (7.17 + 8.00) a 9.26 (7.33 + 1.93) garantindo-se entre os quatro melhores da etapa havaiana. Contudo, o brasileiro não passou pelo italiano Leonardo Fioravanti numa bateria em que teve até prancha quebrada pela violência do mar. Com ondas de 8.40 e 8.17, Fioravanti eliminou Ian Gouveia pelo placar de 16.57 a 9.34 (2.67 + 6.67), avançando à decisão.

Ian Gouveia no Final Day de Pipeline — Foto: Tony Heff/World Surf League

Ian Gouveia no Final Day de Pipeline — Foto: Tony Heff/World Surf League

Barron Mamiya bicampeão

 

Vencedor da etapa de Pipeline em 2024, Barron Mamiya conquistou o bicampeonato da competição numa final épica contra Leonardo Fioravanti. A bateria decisiva terminou empatada em 17.97 a 17.97. Barron venceu por ter conseguido a melhor onda do confronto, um 9.80. A outra onda computada do havaiano foi um 8.17. Já Fioravanti teve como melhores ondas um 9.10 e um 8.87. Terminanda a bateria, Mamiya saiu da água carregado por torcedores presentes em Pipeline.

Quartas de final masculina

 

  1. Italo Ferreira (BRA) 15.17 x Miguel Pupo (BRA) 15.10
  2. Barron Mamiya (HAV) 14.50 x Jake Marshall (EUA) 14.00
  3. Ian Gouveia (BRA) 15.17 x Kelly Slater (EUA) 9.26
  4. George Pittar (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA)

 

Semifinal masculina

 

  1. Italo Ferreira (BRA) 10.33 x Barron Mamiya (HAV) 18.90
  2. Ian Gouveia (BRA) 9.34 x Leonardo Fioravanti (ITA) 16.57

 

Final masculina

 

  1. Barron Mamiya (HAV) 17.97 x Leonardo Fioravanti (ITA) 17.97

 

Tyler Wright campeã

 

No feminino, o título ficou com a australiana Tyler Wright. Na final, ela bateu ninguém menos que a atual campeã mundial, a americana Cailtin Simmers. Tyler venceu a decisão por 7.70 (6.00 + 1.70) a 3.94 (2.67 + 1.27). Foi a primeira vitória dela em Pipeline.

Antes de chegar à decisão, a australiana passou pela americana Caroline Marks nas quartas e por Lakey Petereson, também dos Estados Unidos, na semi. Campeã mundial em 2016 e 2017, Tyler celebrou a volta por cima após um 2024 conturbardo.

– Sofri tanto com lesões durante toda a minha carreira, principalmente ano passado, quando me machuquei e perdi várias etapas. Agora estou mais tranquila, tive umas férias boas ao lado da família e hoje estou aqui iniciando o ano vencendo – comemotou a surfista de 30 anos.

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