Goleiro faz postagem relatando que Maria Luiza, de sete anos, não vem sendo aceita em escolas da capital mineira por ter transtorno do espectro autista
Por Redação do ge — Belo Horizonte
– Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita – postou o goleiro no Instagram.
– O mais triste é ouvir isso justamente de escolas que se apresentam como “inclusivas”, que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente.
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Cássio usou as redes sociais para desabafar ao tentar matricular a filha autista — Foto: Rodrigo Ferreira/Cruzeiro
Maria Luiza, de sete anos, é acompanhada desde pequena por profissional, que se também se mudou para Belo Horizonte, quando ele deixou o Corinthians para defender o Cruzeiro, no ano passado. À época, o clube auxiliou o jogador a encontrar uma escola para a criança.
Ainda de acordo com a postagem, as escolas não aprovam o acompanhamento dessa pessoa ao lado da menina dentro do ambiente de ensino. Cássio explica que ele e a esposa tentam argumentar e mostrar a importância dessa ajuda, mas “a resposta é sempre negativa”.
“(…) Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração.Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”
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Cássio faz desabafo em rede social — Foto: Reprodução/Internet
A Lei nº 12.764/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, estabelece que a pessoa autista é considerada com deficiência para todos os efeitos legais, o que garante a aplicação das leis de inclusão e proteção.
– A pessoa com transtorno do espectro autista, incluída nas classes comuns de ensino regular, terá direito a acompanhante especializado.





