Campo Grande, 25 de janeiro de 2026

Filipe Luís prevê jogo duro contra Cruz Azul e comenta renovação com o Flamengo: “Pessoal é secundário”

Por Bruno Côrtes e Luana Montone — Doha, Catar

Filipe Luís começa na próxima quarta-feira a busca pelo seu sexto título como técnico do Flamengo. Depois de conquistar Copa do Brasil, Supercopa, Carioca, Libertadores e Brasileirão, o comandante disputa a Copa Intercontinental, no Catar. A estreia é contra o Cruz Azul (México), equipe que foi bastante elogiada pelo treinador rubro-negro em entrevista coletiva nesta terça, no Estádio Ahmad bin Ali, palco da partida.

— O Cruz Azul é um time muito competitivo e muito bem treinado. A liga mexicana é muito competitiva, disputada, com um poder financeiro muito grande. É uma equipe com bons jogadores, com muita qualidade, fisicamente muito forte. Defendem de uma forma muito agressiva, pressionam muito e tentam sempre ser protagonistas do jogo. Um time que tenta roubar a bola e atacar o máximo possível. Pensamos o futebol da mesma forma, tentamos sempre pressionar e controlar o jogo, então vai ser uma partida muito disputada — analisou o técnico na véspera do jogo.

O fato de poder ser eliminado em um único jogo influencia?

— Foi para a gente assim o ano inteiro. Aliás, os dois times que passamos na Libertadores (Estudiantes e Racing) são os finalistas do Campeonato Argentino. Foi muito difícil conseguir o que conseguimos. Dentro do Brasileiro foram muitos mata-matas, com jogos que se perdêssemos o adversário poderia disparar, ou tendo que ganhar para ficar na ponta. Nosso time está acostumado a disputar jogos decisivos desde o Carioca, em que teve oito clássicos. Os jogadores convivem bem com esse tipo de pressão e, nesses jogos, os jogadores grandes aparecem.

Pedro pode jogar se o Flamengo for até à final?

— Tem, por isso que ele está aqui, porque acreditamos que ele vai se recuperar. É o nosso atacante, precisamos dele, e tomara que possamos tê-lo no campo novamente.

Conseguiu tirar tudo do seu elenco?

— Fomos os primeiros em tudo, melhor ataque, melhor defesa, posse, pressão… Taticamente funcionou. Tenho muito orgulho dos meus jogadores, para mim são os melhores e me demonstram a cada dia, pela ambição de continuar conquistando, pela seriedade que tratam cada detalhe do treino. Mas sempre dá para continuar evoluindo, em cada jogo se comete erros e são detalhes novos do plano tático que eles vão assimilando para tentar sempre causar dificuldade para os adversários.

Pedido do Flamengo pela padronização dos gramados

— Temos que começar pelo básico. Por que tocar o hino nacional antes de cada jogo do Brasileiro? Ninguém respeita, ninguém canta, os torcedores dão risada, cantam outra música por cima. Que campeonato no mundo tem seis clubes que vão jogar em campo sintético? Isso tira valor do nosso produto, faz com que menos espectadores no mundo queiram assistir ao nosso campeonato, e também pela saúde dos nossos jogadores, o mundo ideal é jogar em gramado natural e em perfeitas condições. Na final da Libertadores, em Lima, um lugar que quase não chove, talvez tenha sido o melhor gramado que a gente tenha jogado nesse ano. Se é possível fazer isso, também é possível fazer no Brasil. Precisamos de investimento, de padronização, de cobrança.

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