Campo Grande, 30 de junho de 2026

Brasil vira na base da raça, mas também da tática

Por Bruno Cassucci — Houston, Estados Unidos

Times campeões, principalmente em torneios eliminatórios, são forjados em jogos como este que vimos em Houston, entre Brasil e Japão. O roteiro dramático da classificação, com uma virada aos 50 minutos do segundo tempo pelos pés de um herói improvável, cria uma casca que ainda faltava à Seleção.

Em um ciclo de Copa marcado por trocas de comando e turbulência, o Brasil teve raras vitórias que lhe entregassem confiança. Quando prometeu “porrada neles”, levou quatro de sua maior rival. Deixou a Copa América logo no início do mata-mata, com campanha medíocre. Perdeu clássicos, tropeçou em amistosos mais difíceis e, repleto de desfalques, ainda iniciou o Mundial com um empate que só fez por aumentar o ceticismo.

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