Flávio Bolsonaro afirmou que aceita abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula inclua outras pessoas na medida, como o ex-assessor conhecido como Marcola.
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Pouco depois das 11h desta quinta-feira (22), a campanha do presidente e candidato à reeleição Lula (PT) protocolou no TSE a autorização para atender às condições impostas pelo candidato Flávio Bolsonaro para abrir os sigilos bancário e telefônico. O ex-ministro Camilo Santana afirmou que Lula não se opõe às exigências do rival para aceitar o desafio do presidente.
Santana era um dos presentes, junto com advogados da campanha e o deputado federal Guilherme Boulos.
A campanha petista cobrou que Flávio também apresentasse a autorização até as 11h no Tribunal Superior Eleitoral. Flávio Bolsonaro afirmou que aceita abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula inclua outras pessoas na medida, como o ex-assessor conhecido como Marcola.
Durante ato de campanha em Belo Horizonte, o presidente Lula comparou o desafio do sigilo ao jogo de truco, e voltou provocar o adversário.
Flávio fez um desafio a Lula e disse que aceita abrir os sigilos, desde que o presidente abra os dados desde mandatos anteriores, de negócios no exterior, além do cartão corporativo e do Instituto Lula. Camilo disse que nesta quinta-feira Lula vai dar autorização ao TSE para as condicionantes que Flávio Bolsonaro mencionou.
“Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor ao que ele colocou condicionantes. Amanhã às 11h estaremos no TSE para protocolar a resposta do presidente e é o prazo para ele estar la também”, disse Santana.
Flávio Bolsonaro entrou com uma resposta no TSE na terça-feira em que disse aceitar abrir os sigilos dos últimos 20 anos e também liberar dados do pai, do ex-presidente Jair Bolsonaro, e dos irmãos, desde que Lula cumpra essas condicionantes. A alegação do candidato do PL é de que, ao autorizar quebrar o sigilo dos dados, Lula ocultava informações que estariam em nome de terceiros e não nas contas diretas vinculadas a ele.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, discursou em um ato de campanha em Fortaleza nesta quarta-feira (21), depois de a campanha do presidente Lula, do PT, anunciar que aceita as condições impostas por ele para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos. Em cerca de sete minutos de fala, no entanto, o senador não mencionou o tema.
Em cima de um carro de som, ao lado do deputado federal André Fernandes, do PL, Flávio concentrou os ataques no presidente e no PT, a quatro dias do segundo turno.
“Faltam só quatro dias para a gente tirar o Brasil do cativeiro, para a gente libertar o país da era do Lula, porque acabou para ele, acabou para o PT”, afirmou.
O candidato disse ainda que vai “aposentar o Lula” no domingo e rebateu o que chamou de fake news da campanha adversária, como a de que acabaria com o Bolsa Família e com direitos de aposentados. Também fez um aceno ao público LGBT e disse que, com ele, homossexuais “vão prosperar como todo cidadão brasileiro”.
Na segurança pública, Flávio prometeu que integrantes de facções “vão ser presos ou vão ser neutralizados pela polícia” e defendeu que menores de idade que cometem crimes respondam como adultos. Repetiu a defesa da castração química para condenados por estupro e abuso de crianças e propôs que jovens a partir de 16 anos possam tirar carteira de motorista. O senador também citou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e disse que ele está proibido de dar entrevistas.
Flávio passa a quinta-feira em Brasília, sem agendas públicas de campanha.
Após Lula aceitar condições para abrir sigilos, Flávio discursa em Fortaleza e não cita o tema
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Flávio Bolsonaro em almoço com prefeitos em São Paulo — Foto: Niyi Fote/Thenews2/Agência O Globo






