Campo Grande, 7 de novembro de 2026

Fernando Rufino escapou da morte várias vezes, incluindo acidente na véspera das Paralimpíadas de Paris

O remador brasileiro Fernando Rufino, conhecido como “Caubói de Aço”, desafia morte. Há poucas semanas das Paralimpíadas de Paris, seu carro foi destruído em uma colisão grave. Este incidente se soma a uma longa lista de acidentes com risco de vida aos quais o atleta de 39 anos sobreviveu milagrosamente. Incluindo ter sido pisoteado por touro, atropelamento de ônibus, acidente de moto e até queda de raio na sua cabeça.

Refletindo sobre seus inúmeros acidentes, Rufino os aborda com notável senso de humor.

— Gosto quando alguns acidentes acontecem comigo porque posso compartilhar uma nova história da minha vida — comentou em entrevista ao Inside the Games, ignorando a gravidade de suas experiências. — Provavelmente sou invencível e morrerei quando ficar mais velho porque tentei morrer quando era jovem, e é impossível para mim.

A vida de Rufino foi marcada por uma série de incidentes extremos e quase fatais, desde sobreviver a um acidente de moto até ser atingido por um raio. Relembrando sobre o episodio do raio, ele descreveu como seu corpo ficou paralisado por 15 minutos:

—Fiquei no chão com meus músculos em uma longa contração. Eu podia sentir o cheiro de algo queimando. Quebrei meu cotovelo no mesmo acidente.

Seu corpo é um testemunho dessas provações, carregando cicatrizes da cabeça aos pés. Antes de se tornar duas vezes medalhista de ouro paralímpico, Rufino levou uma vida perigosa como peão de rodeio no Brasil. Tudo mudou aos 21 anos quando um acidente de ônibus o deixou paraplégico. Mas em vez de deixar o acidente derrotá-lo, ele tirou força dele:

— Tenho platina na minha espinha. Foi assim que meu apelido começou porque sou muito forte; meu coração é muito forte — ele explicou sobre o apelido “Caubói de Aço”.

Ele começou a trajetória na canoagem em 2012, sete anos depois de sofrer o acidente de ônibus que tirou o movimento das suas pernas. Até então, Rufino jogava futebol e montava touros em rodeios. E ter uma carreira como peão era o seu principal objetivo na vida.

Um ano depois de ser atropelado pelo ônibus, Rufino sofreu um acidente de moto com um amigo que resultou em um fêmur quebrado. Quando ainda era peão, foi pisoteado por um touro e quebrou o maxilar.

Embora sua carreira tenha mudado do rodeio para a canoagem paralímpica , o amor de Rufino por touros e cavalos permanece inalterado. Ele continua a cuidar deles na fazenda de sua família, mantendo um pedaço de seu passado, mesmo enquanto prospera em seu novo esporte.

— Comecei a montar touros porque queria viajar pelo mundo fazendo isso. Depois que quebrei minha coluna, encontrei uma nova oportunidade de ser um atleta porque eles têm as mesmas oportunidades de viajar e competir pelo mundo.

Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, ele fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a ganhar ouro no esporte. E em Paris ele voltou a vencer a mesma prova.

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