Campeão peso-médio quase não é ameaçado em luta contra desafiante irreconhecível. Weili Zhang domina Tatiana Suarez e mantém título peso-palha
Por Combate.com — Sydney, Austrália
A opinião prevalente entre fãs de luta e especialistas em MMA é que o estilo de luta de Dricus du Plessis não é bonito. O fato irrefutável, contudo, é que o campeão dos pesos-médios (até 84kg) do Ultimate é incrivelmente eficiente com ele. O sul-africano chegou à 11ª vitória consecutiva (a nona na organização) e defendeu o cinturão com sucesso pela primeira vez ao bater o americano Sean Strickland na luta principal do UFC 312, na madrugada deste domingo, em Sydney, na Austrália.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/P/T/tNeAnHSVGcIS0Muzhhdg/gettyimages-2198477887.jpg)
Dricus du Plessis (esq.) joga um soco rodado contra Sean Strickland (dir.) no UFC 312 — Foto: Jeff Bottari/Getty Images
Se no primeiro confronto entre os dois, em janeiro de 2024, houve quem discordasse da decisão dividida que deu o título a Dricus, neste domingo não houve discussão sobre a decisão unânime (50-45, 50-45, 49-46). O campeão surpreendeu Strickland e inverteu o jogo de pressão do adversário, caminhando para frente e conectando um maior volume de golpes por toda a luta. Não foi empolgante, mas foi incessante e dominante. E ainda deixou o desafiante com o nariz quebrado.
Du Plessis passou com perigo com múltiplos chutes altos de canhota no primeiro round. Ele também jogou alguns socos rodados, enquanto Strickland não mostrou nada muito diferente do que habitualmente faz: andou para frente, tentou jabs e diretos e se defendeu usando as mãos. Os dois se soltaram mais no segundo round e cortaram os rostos um do outro, mas o campeão voltou a conectar mais, incluindo um chute alto que por pouco não pegou em cheio.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/4/Q/Dyid6UTLGBCeUBmJqTfw/gettyimages-2198477722.jpg)
Sean Strickland, nariz quebrado, UFC 312, MMA — Foto: Jeff Bottari/Zuffa LLC
Dricus começou a respirar mais ofegante no terceiro round, mas não parava de imprimir um alto volume. Strickland seguia crescendo, encontrou sua distância preferida e acertou algumas mãos, porém não machucava o adversário e ainda sofreu uma queda nos segundos finais. No quarto assalto, o sul-africano acertou um forte direto que quebrou o nariz do desafiante. Strickland tentou circular e ajeitar o nariz, enquanto o campeão passou a perseguí-lo em busca do nocaute. Du Plessis acertou mais algumas pedradas, contudo o desafiante aguentou até o final do round.
Strickland retornou para o quinto e derradeiro assalto, mas mesmo precisando do nocaute, pouco fez nos cinco minutos finais. Foi mais um período de pressão e volume do campeão, enquanto o desafiante estava acuado e apenas circulava pelo perímetro. Era Dricus quem ainda acreditava no nocaute e conectou mais um chute alto. O americano até tentou nos últimos segundos, mas foi muito pouco.





