Campo Grande, 6 de novembro de 2026

Câmara CG realiza audiência pública sobre prestação de contas da Saúde da Capital

IMG 0590 Audiencia Prestacao de Contas da SESAU fto Izaias Medeiros scaled Câmara CG realiza audiência pública sobre prestação de contas da Saúde da Capital

A Câmara Municipal de Campo Grande realizou, na tarde desta sexta-feira (30), audiência pública para a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), com foco nas ações realizadas no primeiro quadrimestre de 2025. A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, apresentou os dados e fez um balanço da situação da rede pública, especialmente após o decreto de emergência em saúde pública.

O decreto, publicado em 26 de abril, foi motivado pelo aumento expressivo nos casos de síndrome respiratória aguda, que pressionou as unidades de saúde com alta demanda por internações. Rosana destacou a gravidade da situação e o impacto direto da escassez de leitos hospitalares.

“Dos 1.719 leitos existentes na Capital, 1.310 são da saúde complementar. A quantidade de leitos deveria ser maior. A maioria está à disposição na saúde complementar. Há um déficit crônico de leitos. Nossas UPAs e CRSs ocupam o papel de unidades internadoras”, afirmou a secretária.

Durante a apresentação, foram destacados os seguintes números do quadrimestre:

  • 19.383 procedimentos hospitalares realizados, dos quais 10.756 foram cirúrgicos;

  • 923.941 procedimentos ambulatoriais efetuados em toda a rede municipal.

A secretária também apontou que, embora o decreto de emergência não tenha reduzido significativamente a procura por atendimento nos postos de saúde, ele teve um papel importante na conscientização da população sobre a importância da vacinação.

“O decreto mobilizou a população campo-grandense a buscar a imunização contra o vírus Influenza. Alcançamos 41% de cobertura do público-alvo, um índice que coloca Campo Grande entre as capitais com melhor desempenho”, destacou Rosana.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde da Casa de Leis, vereador Dr. Victor Rocha, destacou que a audiência pública cumpriu com o papel de a secretaria prestar contas. “É uma oportunidade que temos de ouvir as demandas da população campo-grandense e buscar soluções para os problemas que existem na rede pública de saúde”, disse o vereador.

Durante a audiência, grupo de mães atípicas se manifestou cobrando mais atenção do Poder Público às necessidades das crianças com deficiência e doenças raras. Lili Daiane Recalde, presidente da Comissão de Mães Atípicas de MS, alertou para a falta de insumos e medicamentos básicos nas unidades de saúde e reivindicou a priorização na vacinação desse público vulnerável. “Não é aceitável que faltem materiais essenciais para o tratamento dos nossos filhos. Precisamos de políticas efetivas e respeito aos nossos direitos”, disse.

Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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