Agora vestido de rubro-negro, uruguaio tenta superar temporada irregular e aproveitar nova chance em Lima, seis anos depois de ter ficado com o vice pelo River Plate
Por Letícia Marques — Lima, Peru
Tem um fato sobre a Libertadores de 2019 que pouca gente lembra: De la Cruz estava em Lima. Mas, claro, não vestia a camisa do Flamengo. Isso o torcedor rubro-negro jamais esqueceria, já que a maioria se recorda dos mínimos detalhes daquela conquista. O uruguaio defendia o River Plate.
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De la Cruz, meia do Flamengo — Foto: Gilvan de Souza/CRF
Àquela época, o uruguaio já estava na Argentina havia três temporadas defendendo o River Plate, mas ainda não havia chamado a atenção do Flamengo. O interesse rubro-negro aconteceu anos depois. Ele foi monitorado durante as temporadas 2021 e 2022, e se tornou o principal alvo do clube em 2023..
Foi em maio de 2023, durante a passagem por Buenos Aires para enfrentar o Racing pela Libertadores, que o Flamengo abriu a negociação para contratar o uruguaio. Marcos Braz e Bruno Spindel se reuniram com o agente do jogador e ficaram cientes da pedida de 15 milhões de dólares (R$ 80 milhões cotação da época).
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De La Cruz defendia o River Plate em 2019, ano em que o Flamengo foi campeão da Libertadores em cima do time argentino — Foto: Getty Images
A primeira temporada de De la Cruz no Flamengo foi em 2024. Um ano em que basicamente se dividiu entre antes e depois da Copa América. Ele se tornou titular absoluto rapidamente devido às suas características: ágil, participativo no combate e boa recomposição. Foram boas atuações até a regularidade ser colocada em xeque com as questões físicas.
E este segundo ano de Flamengo não tem sido um período fácil. De la Cruz fez apenas 29 jogos, sendo 23 como titular. E o uruguaio foi o centro de uma das principais polêmicas do clube até aqui: a demissão do médico José Luiz Runco. O então diretor médico do clube disse em grupo de WhatsApp que o jogador tem uma “lesão crônica e irreparável”. O vazamento da mensagem agitou os bastidores, gerou insatisfação no elenco e o presidente Bap optou pela demissão do chefe do DM.
O Flamengo, comandado pelo Filipe Luís, disputou 66 jogos em 2025 (excluindo os jogos com time alternativo no Carioca). Desses jogos, De la Cruz foi relacionado em 39 (59,1%) dos jogos, ficando fora de 27 – sendo 22 jogos por conta de problemas médicos confirmados pelo clube.
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Arrascaeta e De la Cruz vivem expectativa de ser campeões da Libertadores juntos no Flamengo — Foto: Liamara Polli/AGIF
O jogador viu a concorrência no meio aumentar com a chegada de Jorginho e Saúl, que, apesar de contratado para atuar avançado como vinha jogando Gerson, acabou sendo utilizado como segundo homem do meio-campo em algumas oportunidades. De la Cruz foi titular contra o Santos, mas ficou fora contra o Sport e Fluminense. Retornou a campo contra o Bragantino, mas muito provavelmente será ausência contra o Atlético-MG, na terça, por causa do gramado sintético.
O fato é que, seis anos depois, De la Cruz voltará a Lima para uma final de Libertadores. Desta vez, pelo Flamengo, contra um dos principais rivais nacionais do clube carioca, o Palmeiras. O uruguaio, porém, espera viver um final diferente de 2019 e erguer a taça com a camisa rubro-negra.





