Campo Grande, MS – O cenário político para 2026 começa a ganhar contornos definidos com a pré-candidatura de Fábio Trad (PT) ao governo de Mato Grosso do Sul. Em uma entrevista vibrante ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o advogado e ex-deputado detalhou suas críticas à atual gestão estadual e apresentou as bases de seu projeto, focado na “escuta ativa” da população e na revisão de prioridades administrativas.
Críticas à Gestão Atual e Foco no Servidor
Fábio Trad classificou o atual governo como “fiscalista e tecnocrático”, criticando a falta de diálogo com as categorias profissionais. Ele citou especificamente o reajuste salarial de 3,81% concedido aos servidores, valor que considerou pífio por estar abaixo da inflação. Trad prometeu que, se eleito, resgatará a dignidade do funcionalismo público, citando o governo de Zeca do PT como uma referência histórica de bom relacionamento com a classe.
Revisão de Incentivos Fiscais e Contrapartidas
Um dos pontos centrais da entrevista foi o debate sobre as renúncias fiscais, que giram entre R$ 10 e R$ 13 bilhões no estado. Trad defendeu que os incentivos não podem ser concedidos sem contrapartidas claras e monitoráveis.
- Mão de Obra Local: Criticou o fato de grandes empresas instaladas em MS importarem a maior parte da mão de obra qualificada de outros estados.
- Desenvolvimento Social: Defendeu que empresas isentas de impostos devem obrigatoriamente investir em infraestrutura local, como escolas e postos de saúde, para evitar o sobrecarregamento dos serviços públicos em cidades como Inocência.
Educação e Saúde em Pauta
O pré-candidato manifestou preocupação com a precarização do ensino, destacando que 65% dos professores estaduais são temporários, o que dificulta a criação de vínculos com as escolas e impacta os índices do IDEB. Na saúde, apontou a precariedade do atendimento especializado no interior e a má administração de hospitais na capital.
Regionalização do Debate
Apesar da proximidade com o presidente Lula, Trad enfatizou que sua campanha será focada em problemas regionais e “desideologizada”. O objetivo, segundo ele, é governar para todos os sul-mato-grossenses, combatendo a pobreza e a desigualdade regional que persiste no estado.
A entrevista encerrou-se com Trad convidando os ouvintes a acompanharem seus projetos pelas redes sociais verificadas, reforçando que seu programa de governo será construído a partir das necessidades reais dos “indígenas, quilombolas e pessoas mais desfavorecidas”.










