Vini Jr. brilha sozinho no ataque, enquanto erros de Paquetá, Casemiro e Gabriel Magalhães ligam o alerta em Ancelotti e abrem disputa por vagas na equipe titular
— Nova Jersey
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A estreia do Brasil no empate com Marrocos foi marcada por altos e baixos nas atuações individuais dos jogadores escolhidos por Ancelotti para começar a partida e para entrar no decorrer dela.
Com uma melhora do primeiro para o segundo tempo, as peças que atuaram depois do empate de Vini Jr e ao longo do segundo tempo tiveram mais destaque, a começar pelo próprio camisa sete.
O problema é que o setor ofensivo teve Vini como estrela quase solitária. Raphinha, que era a principal aposta de Ancelotti por sua versatilidade, decepcionou.
O outro elemento no setor foi Igor Thiago, novidade de última hora. O centroavante teve papel defensivo primordial, mas desperdiçou ao menos uma chance clara de gol.
As soluções de Ancelotti para o segundo tempo foram Matheus Cunha, que entrou pelo meio, com Raphinha como falso nove.
Camisa nove de fato, Cunha conseguiu criar mais jogadas que Igor Thiago, mas também não levou perigo na única chance que teve de entrar na área.
Luiz Henrique, que entrou pelo lado direito, também teve atuação tímida. E Ancelotti acabou não colocando nem Rayan , nem Endrick pelo setor.
– Pelas características um complementa o outro. O mister escolhe quem deve jogar a depender da partida. Vamos precisar dos 26 jogadores. Da nossa torcida também. A gente tem que se adaptar. Os jovens e mais experientes. A experiência conta muito e o gás dos mais jovens também – disse Vini.
Erros comprometem atuação defensiva e criativa
O gol de Marrocos cedo passou por erros individuais que comprometeram a atuação defensiva. No lance do gol de Saibari, Paquetá erra um passe após receber bola forte de Ibañez.
A atuação ruim da dupla explica o deserto de ideias do Brasil pelo lado direito, preocupação desde o corte do lateral Wesley. Paquetá seguiu no time, mas esteve abaixo e corre risco de perder a vaga.
Na proteção à área, Casemiro também ficou aquém do esperado e viu Fabinho entrar no seu lugar e dar mais equilíbrio ao setor, tanto na marcação como nas saídas de bola.
Bruno Guimarães teve uma média de atuação boa e acabou dando lugar a Danilo no segundo tempo, quando o Brasil já havia assumido o protagonismo da partida.
A calmaria se deu também pelos ajustes na linha de defesa com a entrada de Danilo no lugar de Ibañez. O zagueiro do Flamengo fez uma saída de bola mais segura e fechou bem os espaços.
Do lado esquerdo, Gabriel Magalhães não só falhou no gol como em outros lances, e preocupa. Não seria surpresa ver Léo Pereira tendo oportunidade ao lado de Marquinhos contra o Haiti.
A partida ainda pode reservar a estreia de Neymar na Copa do Mundo. Mas diante das atuações do setor criativo da seleção, o camisa 10 volta a ser esperança de talento e experiência para a seleção.






