Ministério Público francês apura declarações de Celeste Amarilla contra o capitão da seleção; caso ganhou repercussão internacional e gerou reação da Federação Francesa e da comissão técnica
Por Redação do ge — Filadélfia, EUA
O Ministério Público de Paris abriu nesta terça-feira uma investigação judicial por injúria racista após os ataques da senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante da seleção francesa Kylian Mbappé.
O caso será acompanhado pela Unidade Nacional de Combate ao Ódio Online (PNLH) e investigado pelo órgão francês especializado em crimes de ódio, após denúncia apresentada pela Federação Francesa de Futebol (FFF).
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Kylian Mbappé, atacante da França, durante a Copa, em treinamento — Foto: Reuters/Winslow Townson
Mbappé reagiu publicamente aos ataques. Em resposta, classificou a senadora como uma “mulher desprezível e indigna de sua função” e afirmou que ela não representava o Paraguai. O atacante também disse que não permitiria que pessoas como Amarilla “propagassem ódio e racismo pelo mundo”.
A repercussão levou a Federação de Futebol da França (FFF) a encaminhar o caso ao Ministério Público francês. Em nota, a entidade considerou as declarações da senadora “repugnantes e inaceitáveis” e defendeu a responsabilização dos autores de ataques racistas.
A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, também manifestou apoio ao capitão da seleção e classificou as ofensas como “abomináveis” e “vergonhosas”. As declarações da senadora paraguaia foram condenadas pelo presidente francês Emmanuel Macron, bem como pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino
Às vésperas das quartas de final da Copa, a comissão técnica francesa voltou a condenar o episódio. O auxiliar Guy Stéphan afirmou compartilhar o sentimento da federação e de Mbappé, definindo o caso como “vergonhoso, abjeto e escandaloso”.
Nesta terça-feira, Amarilla voltou a se pronunciar. Em carta aberta, a senadora exigiu retratação de Mbappé, acusou o jogador de “violência de gênero” e ameaçou adotar medidas judiciais caso não receba um pedido de desculpas. A parlamentar afirmou que publicou as mensagens “com o sangue fervendo” após a eliminação paraguaia e declarou ter apagado as postagens posteriormente.
O episódio provocou uma ampla onda de reações. Além da federação e do governo francês, as declarações foram condenadas por autoridades internacionais e pelo próprio governo do Paraguai.





