Plataforma de streaming Twitch suspende conta de Trump temporariamente

A plataforma de streaming Twitch baniu temporariamente a conta do presidente Donald Trump nesta segunda-feira (29).

Segundo o site The Verge, que recebeu um comunicado da empresa, a conta do presidente foi banida depois que “conduta de ódio” foi transmitida no canal dele. Uma das streams em questão foi a retransmissão do discurso inicial da campanha de Trump, em 2015, quando ele afirmou que o México estava enviado estupradores e traficantes de drogas para os EUA.

A Twitch também marcou comentários feitos pelo presidente durante seu último comício, realizado em Tulsa, no último dia 20, segundo o The Verge.

Trump faz primeiro comício desde começo da pandemia em Tulsa, Oklahoma, no sábado (20) — Foto:  REUTERS/Leah Millis

Trump faz primeiro comício desde começo da pandemia em Tulsa, Oklahoma, no sábado (20) — Foto: REUTERS/Leah Millis

A suspensão da conta de Trump é a última de uma série de contas banidas desde que a Twitch anunciou, na semana passada, que iria banir permanentemente usuários denunciados por abuso.

A ação acontece depois de uma série de denúncias feitas nos últimos dias por dezenas de mulheres, que revelaram histórias de abuso envolvendo gamers, influenciadores, empresários e outras personalidades da indústria dos jogos e dos esportes eletrônicos.

Em maio, Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, teve sua conta suspensa da Twitch por violar políticas de conduta de ódio da plataforma.

Reddit bane r/The_Donald

Também nesta segunda-feira (29) a plataforma de fóruns de discussão Reddit anunciou a remoção de 2 mil comunidades que estavam violando sua política de conteúdo.

O grupo ficou popular nos EUA durante a campanha de 2016, que elegeu Trump. Esse fórum de discussão, ao contrário da conta na Twitch, não está diretamente associado ao presidente.

Por G1

Países dos Bálcãs começam a enfrentar segunda onda da Covid-19

União Europeia manterá fechadas as fronteiras aos cidadãos da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo e Macedônia do Norte, mas pode abri-las, a partir de 1° de julho, a viajantes de Montenegro e Sérvia. No entanto, a situação sanitária piora nos países dos Bálcãs, que voltam a registrar casos de coronavírus.

No final de maio, Montenegro se autoproclamava o primeiro país a ter vencido o coronavírus, esperando se reabrir ao turismo. No entanto, um mês depois, a situação piorou consideravelmente. Esse pequeno país do leste da Europa de 600 mil habitantes registra, a cada dia, várias dezenas de novos casos de Covid-19.

Em 15 de junho, quando ainda não tinham o direito de ultrapassar a fronteira com a Sérvia, centenas de cidadãos de Montenegro viajaram para a Bósnia-Herzegovina para chegar a Belgrado e assistir à partida de futebol entre o Partizan e o Estrela Vermelha, disputada perante15 mil torcedores na capital sérvia.

Alguns dias depois, 19 pessoas foram testadas positivas e, desde então, o vírus se propaga rapidamente.

Outro foco importante nos Bálcãs é a cidade de Rožaje, no norte de Montenegro, onde os moradores não pararam de frequentar a cidade vizinha de Tutin, apesar do fechamento das fronteiras. Por sinal, Tutin está na mesma região que Novi Pazar, novo epicentro da epidemia na Sérvia.

Falta de disciplina dos sérvios

No sudeste da Sérvia, a situação é considerada grave. Na cidade de Kragujevac, o prefeito Radomir Nikolić proclamou estado de emergência, afirmando que boa parte dos cidadãos não respeita as medidas contra a Covid-19. A maioria dos casos no local diz respeito a jovens de 18 a 35 anos.

Belgrado também foi particularmente atingida pela segunda onda, especialmente residências estudantis de bairros modernos como os de Novi Beograd. Na capital sérvia muitos moradores também se recusam a se proteger, frequentando em massa cafés, restaurantes e jogos de futebol sem máscara.

O exemplo vem dos próprios políticos do país. Ao festejar sua vitória nas eleições de 21 de junho, membros e apoiadores do Partido Progressista Sérvio (SNS), do presidente Aleksandar Vučić, não respeitaram o distanciamento físico. O líder pronunciou seu discurso em meio a uma multidão onde nenhuma máscara pode ser observada.

Desde então, três altos responsáveis da legenda testaram positivo ao coronavírus: a presidente do Parlamento Maja Gojković, o ministro da Defesa, Aleksandar Vulin, e o secretário de Estado encarregado do Kosovo Marko Đurić.

Segundo o site oficial do governo, a quantidade de novas contaminações era inferior a cem até o dia das eleições. Desde então, não para de aumentar, chegando a 254 novas infecções no último sábado.

Suspeita sobre camuflagem de casos

Apesar do aumento considerável nos últimos dias, há forte suspeita sobre a veracidade dos dados relativos às vítimas da Covid-19 na Sérvia. Entre 19 de março e 1° de junho, 632 pessoas que testaram positivo ao coronavírus morreram no país, cerca de três vezes mais que os 244 óbitos anunciados pelas autoridades.

Mais grave ainda: entre 17 e 20 de junho, a Sérvia contabilizava 300 novas infecções, segundo o BIRN. Várias testemunhas afirmam que era impossível realizar testes na semana antes da eleição.

Em Belgrado, um médico doente não conseguiu diagnósticos para a sua família. Vários professores e pais de crianças que frequentavam jardins de infância da capital desenvolveram sintomas da doença, mas os estabelecimentos não fecharam.

Há vários dias, longas filas se formam à espera de testes em hospitais do país. A situação é tão tensa que brigas foram registradas entre pacientes e profissionais da saúde.

Novo pico de contágio na Macedônia do Norte

A Macedônia do Norte, país de cerca de 2,5 milhões de habitantes, é palco de novo capítulo da epidemia de Covid-19 desde o início de junho. A principal explicação são os eventos festivos que marcaram o fim do Ramadã, em 23 de maio, que coincidiram com o relaxamento das medidas de quarentena no local.

No último sábado, o país registrou 176 novos casos e nove mortes, uma número que não era registrado desde o período mais crítico da epidemia, entre março e abril. No entanto, as autoridades decidiram abrir completamente as fronteiras terrestres, bem como os aeroportos de Skopje e Ohrid, a partir de 1° de julho.

Apesar do registro da segunda onda, o governo também pretende manter as eleições legislativas antecipadas, convocadas para 15 de julho.

Já na Bósnia-Herzegovina, no último sábado, foram anunciados 150 novos casos e três mortes. Enquanto isso, os laboratórios privados continuam sem a licença que permite a realização de diagnósticos PCR, da qual dispõem apenas os hospitais públicos.

Apesar dos sistemas de saúde terem chegado perto do esgotamento, os países dos Bálcãs enfrentaram relativamente bem a primeira onda da Covid-19. Mas o fim das medidas de confinamento, em maio, podem ter colocado esse sucesso por água abaixo.

Até o momento, as autoridades sérvias não evocam a possibilidade de restaurar a quarentena por razões econômicas. Já Montenegro e a Macedônia do Norte voltaram a anunciar restrições nas comunidades mais atingidas.

Croácia tenta salvar setor do turismo

Desesperada para tentar salvar o setor do turismo, que representa 30% do Produto Interno Bruto do país, a Croácia vê o número de casos aumentar em diversas regiões. O torneio Adria Tour, organizado por Novak Đoković em várias cidades pode ter funcionado como um foco ambulante da Covid-19. O próprio tenista testou positivo depois da competição.

Com o objetivo de não assustar os turistas da União Europeia, Zagreb decidiu impor uma quarentena obrigatória de 14 dias a todos os cidadãos da Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Kosovo e Macedônia do Norte.

Nada garante, no entanto que os alemães, principal foco do turismo croata, sejam atraídos pela decisão. Para os outros países dos Bálcãs, ao que tudo indica, as férias de verão serão restritas a seus territórios.

Por RFI

Palmeiras fecha venda de Arthur Cabral ao Basel e divide valores com o Ceará

Palmeiras e Basel fecharam nesta segunda-feira a negociação do atacante Arthur Cabral por 4,4 milhões de euros (cerca de R$ 26,9 milhões). O jogador assinou contrato de três anos com o clube suíço.

O dinheiro será dividido igualmente entre o Palmeiras e o Ceará: cerca de R$ 13 milhões para cada. O clube paulista ainda ficará com 30% de mais-valia (em cima do lucro) sobre uma eventual nova venda. O valor base a ser considerado para o cálculo da diferença, porém, não será o de 4,4 milhões de euros, mas sim menor, como ficou acordado entre as partes.

Na prática, isso significa que, caso o Basel faça uma venda lucrativa, o Palmeiras terá direito a pouco mais do que 30% da diferença entre o que o clube suíço investiu e o que ele arrecadar.

Os últimos detalhes foram acertados em uma reunião na manhã desta segunda-feira, na Academia de Futebol, entre Paulo Pitombeira, empresário do atleta, e a diretoria do Palmeiras.

Em suas redes sociais, o Basel fez o anúncio da contratação no início da tarde desta segunda, com um vídeo do jogador falando sobre o acerto.

MP recusa proposta de indiciados por incêndio no Ninho do Urubu para evitar processo criminal

O Ministério Público do Rio de Janeiro recusou nesta segunda-feira a proposta dos indiciados do caso do incêndio no Ninho do Urubu, em fevereiro de 2019, para evitar um processo criminal. De acordo com o MP, eles responderão por “incêndio culposo”, que teve como resultado a morte de dez atletas das categorias de base do Flamengo, além de outros três feridos.

Após os indiciados serem notificados, o Ministério Público estará apto a oferecer a denúncia. O Flamengo informou que não vai se pronunciar publicamente, apenas no processo. A reportagem também entrou em contato com Bandeira de Mello, que disse não estar informado sobre a proposta citada pelo MP-RJ e avisou que entraria em contato com seu advogado para tomar conhecimento do caso.

luto homenagens incêndio ninho do urubu flamengo — Foto: André Durão

luto homenagens incêndio ninho do urubu flamengo — Foto: André Durão

Após o inquérito policial, foram indiciados membros e ex-membros da diretoria do clube, inclusive o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, além de funcionários e prestadores de serviço contratados para adaptação dos contêineres ao uso como dormitório e para manutenção da rede de eletricidade.

Os indiciados:

  • Danilo da Silva Duarte, engenheiro da NHJ;
  • Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração;
  • Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo;
  • Fábio Hilário da Silva, engenheiro da NHJ;
  • Luis Felipe Pondé, engenheiro do Flamengo;
  • Marcelo Sá, engenheiro do Flamengo;
  • Marcus Vinícius Medeiros, monitor do Flamengo;
  • Weslley Gimenes, engenheiro da NHJ.

O texto o MP fala ainda da questão das indenizações e de como o clube lidou com a situação.

“… apesar da gravidade do caso, que expôs a forma negligente com que um dos maiores clubes do país tratava seus atletas de base e afetou a imagem do futebol brasileiro diante do mundo, o Flamengo vem permanentemente procurando mitigar pagamentos de indenizações às famílias das vítimas do incêndio, aumentando o desespero das mesmas, numa nítida tentativa de não sofrer qualquer prejuízo econômico decorrente do grave fato a que o próprio clube deu causa”.

Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

Vitor Belfort mostra forma física impressionante e aparenta estar mais forte do que no UFC

Vitor Belfort não luta MMA profissionalmente desde maio de 2018, mas não parou de treinar seu condicionamento físico desde então. O resultado está claro numa imagem que o “Fenômeno” compartilhou em suas redes sociais neste fim de semana. À beira da piscina, o ex-campeão do GP peso-pesado e do cinturão dos meio-pesados do UFC aparece enorme, com músculos bem definidos e veias saltando, e parece estar mais forte do que em sua última apresentação no octógono, como peso-médio (até 84kg).

Belfort está de contrato assinado com o ONE Championship, principal evento de artes marciais da Ásia na atualidade, e revelou recentemente que seu primeiro adversário na organização será o peso-pesado Alain Ngalani, ainda sem data ou local marcados. A categoria de peso do duelo também não foi revelada ainda.

Jovem diagnosticado com Covid-19 morre em apartamento após passar mal enquanto aguardava ambulância em Cuiabá

Um jovem de 23 anos diagnosticado com coronavírus (Covid-19) morreu nesse domingo (28) depois que passou mal em um apartamento no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O jovem veio de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, para visitar a mãe.

Ele passou mal na semana passada e foi atendido em um hospital particular. O rapaz chegou a ficar internado, mas foi liberado recentemente.

Na manhã de domingo ele passou mal novamente. Os vizinhos ouviram o grito da mãe e chamaram a polícia acreditando que era um caso de violência doméstica.

Quando os policiais chegaram, verificaram que o jovem estava desmaiado

Por não poderem atender sendo um caso de Covid-19, a PM chamou uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

No entanto, a ambulância chegou depois de 50 minutos. O rapaz não resistiu e morreu.

A mãe ainda foi até um hospital particular e pediu para que buscassem o filho, porém, a unidade afirmou que não poderia e que alguém teria que trazer o rapaz até o hospital.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ainda não se posicionou sobre a demora no atendimento pelo Samu.

Por Flávio Coelho, TV Centro América

Coronavírus: Ibaneis declara estado de calamidade pública no DF devido à pandemia

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus. Até a manhã desta segunda-feira (29), a capital contabilizava 548 mortes por Covid-19 e 44,9 mil infectados .

Apesar da medida, o governo autorizou uma série de flexibilizações desde a reabertura do comércio a espaços de lazer (veja mais abaixo). Ao G1, Ibaneis afirmou que o objetivo da declaração de calamidade é “acessar programas federais”. O chefe do Executivo não traçou relação direta com o contágio acelerado da doença.

Com o decreto, o governo local não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nem as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2020. Além disso, o DF poderá receber repasses da União.

“Fica declarado estado de calamidade pública no âmbito do Distrito Federal, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2”, diz trecho da publicação.

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em entrevista coletiva — Foto: TV Globo/Reprodução

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em entrevista coletiva — Foto: TV Globo/Reprodução

A medida possibilita ainda a antecipação de benefícios sociais, a liberação de seguros e a prorrogação de pagamentos de empréstimos federais.

Em fevereiro, o governador havia declarado o estado de emergência na capital, por 180 dias, mas a medida se aplicava apenas à área de saúde. Agora, o decreto se estende a outros setores.

Assim como houve o aumento de casos no Distrito Federal, o mesmo é registrado em outros estados do Centro-Oeste. No estado de Goiás, o governador Ronaldo Caiado (DEM) pediu apoio a prefeitos para o fechamento do comércio por 14 dias. Já em Mato Grosso se formou o que os especialistas chamam de onda de contágio, que esgota leitos, recursos e profissionais de saúde. Mato Grosso do Sul soma mais de 7,5 mil infectados.

Coronavírus no DF

Neste domingo (28), a Secretaria de Saúde confirmou mais 11 mortes pelo novo coronavírus. Assim, o total de óbitos desde o início da pandemia na capital chega a 548. Ceilândia é a região com o maior número de casos e vítimas.

Segundo o governo do DF, 51,6% dos infectados na capital são mulheres, com idade entre 30 e 39 anos.

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal  — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

Leitos de UTI na rede pública do Distrito Federal — Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação

O aumento dos casos também tem causado impacto nos hospitais. Ainda no domingo (28), as unidades particulares atingiram 90,4% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para paciente com Covid-19. O índice é o mais alto desde o início da pandemia na capital.

Dados divulgados pelo portal Sala de Situação, da Secretaria de Saúde, apontam que apenas 21 das 219 vagas da rede privada estavam disponíveis até a última atualização desta reportagem. Do total, 191 estavam disponíveis e sete, bloqueadas.

Flexibilizações

Mesmo com o crescimento das infecções, o GDF tem autorizado uma série de flexibilizações desde o comércio a espaços de lazer. Na sexta (26), Ibaneis permitiu a reabertura de clubes recreativos e o retorno dos treinos de times de futebol profissionais.

Na última semana, a Justiça Federal suspendeu a decisão liminar que impedia a reabertura de novas atividades não essenciais no DF em meio à pandemia. O magistrado atendeu a um pedido feito pelo governador.

A decisão ocorreu no dia em que o DF registrou um recorde de infectados pelo coronavírus em 24 horas. Foram 2.455 novos casos entre quinta (25) e sexta.

Perda de R$ 1 bi

Em abril, o governador enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um pedido de declaração do estado de calamidade no Distrito Federal, por conta do impacto econômico causado pela crise da Covid-19. À época, a situação foi aprovada por 23 votos, em turno único.

Neste ano, o GDF prevê redução de R$ 1 bilhão na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e de R$ 183,7 milhões no Imposto sobre Serviços (ISS).

Estado de calamidade

Vista aérea da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília — Foto: Jamila Tavares / G1

Vista aérea da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília — Foto: Jamila Tavares / G1

  • Desastre: o decreto define o termo como o “resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais ou ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais”.
  • Situação de emergência: o termo é definido como uma “situação anormal, provocada por desastres” e que comprometa parcialmente a capacidade de resposta do poder público local. O caso pode requerer ajuda financeira ou reforço policial, deslocado de regiões vizinhas sob o comando da União.
  • Estado de calamidade pública: mais grave que a situação de emergência, pode ser decretado quando o desastre é grande o suficiente para comprometer totalmente a capacidade de resposta do poder público local. Nestes casos, a União pode definir a intervenção da Força Nacional para auxiliar no controle de danos.

Planos de saúde terão de cobrir testes sorológicos de Covid-19 a partir desta segunda

BRASÍLIA —  Os planos de saúde terão de cobrir a realização de testes sorológicos para detecção do novo coronavírus. A medida foi editada por meio de resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada nesta segunda-feira (29) no Diário Oficial da União (DOU) e já está em vigor.

O teste sorológico identifica a presença de anticorpos (IgA, IgG ou IgM) no sangue dos pacientes que foram expostos ao vírus em algum momento. Como avalia a resposta do organismo para combater o Sars-CoV-2, o exame é indicado a partir do oitavo dia desde o aparecimento dos sintomas.

A inclusão desse teste no rol de procedimentos de cobertura obrigatória atende decisão judicial relativa à Ação Civil Pública (nº 0810140-15.2020.4.05.8300) movida pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps).

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Desse modo, os beneficiários de planos ambulatorial, hospitalar ou de referência que tenham apresentado sintomas de síndrome gripal aguda, como tosse, coriza, dor de garganta e sensação de febre, ou tenham sido diagnosticados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) podem realizar o teste sem custos extras mediante pedido médico.

Ao Ponto – 29-6-20

Desde março, no início da pandemia, os planos de saúde já eram obrigados a cobrir outros testes para diagnóstico da Covid-19, como o RT-PCR, que identifica o material genético do vírus em amostras de mucosa do nariz e da garganta. Além desse, outros seis exames também estão incluídos no Rol de Procedimentos Obrigatórios.

Mas, segundo relatório divulgado pela ANS na semana passada, dificuldades para realização de teste de detecção ou tratamento do Covid-19 representaram mais de um terço (36%) das 4,7 mil queixas recebidas pela agência  relativas sobre o coronavírus, de março até 15 de junho.

O boletim da reguladora mostrou ainda que os planos de saúde registraram, em maio, o menor uso por seus beneficiários desde o início da série histórica iniciada em 2016. A suspensão de cirurgias e exames eletivos por conta da pandemia  por coronavírus,  fez o desembolso das operadoras frente ao valor recebido de mensalidades cair de 76% em abril para 66% no mês passado.

Plano:Na pandemia, negociar com planos de saúde é tarefa quase impossível

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as maiores empresas do setor, disse que, apesar de considerar a incorporação inadequada, a resolução será cumprida pelas operadoras.

A entidade pondera que os testes sorológicos “não têm a acurácia do RT-PCR, exame já coberto pelos planos de saúde desde 13 de março de 2020 nos planos da segmentação ambulatorial, hospitalar e referência” e lembra que outros exames já tinha sido incoportados ao rol pela agência.

Segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, o Brasil registrou 57.658 mortes por coronavírus até a noite deste domingo. Ao todo, houve 1.345.254 de notificações da infecção no país.

Pandemia da Covid-19 está ‘longe de ter terminado’, diz diretor-geral da OMS: ‘O pior ainda está por vir’

GENEBRA — O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta segunda-feira que a pandemia do coronavírus está longe de ter terminado e que o “pior ainda está por vir”. No domingo, o total de infectados pelo novo coronavírus no mundo ultrapassou a marca de 10 milhões e 500 mil mortes, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

— Todos nós queremos que isso acabe. Todos queremos continuar com nossas vidas. Mas a dura realidade é que isso não está nem perto de terminar. Embora muitos países tenham feito algum progresso globalmente, a pandemia está realmente acelerando — alertou Adhanom. —  A maioria das pessoas permanece suscetível, o vírus ainda tem muito espaço para se movimentar.

BrasilPlanos de saúde terão de cobrir testes sorológicos de Covid-19 a partir de hoje

Apoio:   OMS diz que vacina de Oxford testada no Brasil é a melhor candidata contra Covid-19

Apesar do tom pessimista, o chefe do programa de emergências da OMS, Mike Ryan, celebrou o enorme progresso na busca por uma vacina segura e eficaz para prevenir a doença, mas lembrou que ainda não há garantia de que o esforço conjunto será bem-sucedido.

O Ministério da Saúde anunciou, no sábado, a produção de 30,4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, com investimento de US$ 127 milhões. Os testes estão em fase final e o primeiro lote deve ser produzido em dezembro deste ano, e o segundo em janeiro de 2021 pela Bio-Manguinhos.

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América Latina, onde o vírus chegou tardiamente, superou a Europa no total acumulado de casos — a América do Norte, porém, está à frente do ranking das mortes. Os Estados Unidos respondem por 25% de todos os óbitos mundiais. Em seguida vem o Brasil, com 10% dos óbitos, embora tenha menos de 3% da população mundial. Em comum, os dois países têm presidentes com histórico de minimizar a doença. O americano Donald Trump, porém, mudou de posicionamento e incentivou o aumento da testagem. Jair Bolsonaro, por sua vez, reclamou na última quinta-feira do “excesso de preocupação” de governadores e prefeitos com a Covid-19.

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A OMS já havia alertado, na semana passada, para o recrudescimento de infectados na Europa, onde muitos países já avançam na retomada das atividades. Na semana passada, o continente teve um aumento no número de casos semanais pela primeira vez em meses.

Por causa disso, alguns países precisaram recuar na flexibilização do isolamento. Um dos casos é o da Alemanha, que determinou o retorno do confinamento a uma região onde vivem 600 mil pessoas depois do surgimento de um novo foco de infecções no maior matadouro da Europa. Portugal também reinstituiu a quarentena em alguns bairros de Lisboa.

O resto do mundo também não está em uma situação tranquila. A China, que conseguiu controlar a pandemia com uma quarentena rígida no começo do ano, isolou neste fim de semana meio milhão de pessoas no cantão de Anxin, localizado  60 quilômetros ao sul de Pequim, após o surgimento de novas infecções.

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A OMS foi criticada por alguns países-membros, especialmente os Estados Unidos, que afirmam que o combate à doença foi muito fraco, muito lento e muito “centrado na China“. O governo Trump anunciou em maio o rompimento com a organização, da qual os EUA eram o principal financiador.

Na entrevista coletiva, Ghebreyesus disse ainda que está se preparando para enviar uma equipe à China para determinar a origem do novo coronavírus.

— Poderemos combater melhor o vírus quando soubermos tudo sobre ele, incluindo como ele começou. Enviaremos uma equipe para a China na próxima semana para nos prepararmos para isso, e esperamos que nos ajude a entender como o vírus começou e o que podemos fazer no futuro para nos preparar — afirmou.

Outros membros pediram uma revisão da resposta à pandemia, com a Austrália exortando a OMS a ter mais poderes, permitindo que ela responda mais rapidamente a uma crise de saúde.

Adiada a posse do ministro da Educação

Marcada para amanhã, a posse do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, foi adiada. Não há ainda nova data para Decotelli tomar posse — se é que um dia tomará.

Universidade da Alemanha não confirma pós-doutorado de ministro

As revelações de que Decotelli fraudou seu currículo, com doutorado (na Argentina) e pós-doutorado (na Alemanha) inexistentes, são o motivo do adiamento.